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Consciência, dados, tecnologia, ciência, indústria, saúde, natureza e comportamento humano. Onde ideias encontram estrutura e significado.
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Trabalha com gosto e terás o gosto do trabalho. ” — Benjamin Franklin
Minha primeira
vez na
Feimec
Feira Internacional de Máquinas & Equipamentos — São Paulo, 2024-2026
Fui à Feimec pela primeira vez em 2024. Nunca havia entrado numa feira de máquinas na vida — tinha ido a uma de carros algum tempo antes, e a diferença foi imediata. Numa feira de carros você está diante do objeto acabado, da superfície polida para ser admirada. Numa feira de máquinas você está diante do processo. Do que existe antes do produto existir. Fiquei abismada.
Essa empolgação eu reconheço — aparece quando algo confirma o que eu já carregava sem ter palavras para nomear.
Credencial FEIMEC 2024 · Indústria Flix
Por muito tempo odiei tudo que se rotulava industrializado. Não comia carne, não comia fast food, vivia com uma mochila e pouquíssimas coisas. Havia uma pureza naquilo, e havia também uma rigidez que eu ainda estava aprendendo a ver como tal.
Sempre vivi entre dois mundos: excesso de tela e muita natureza, presença digital e entrega absoluta à vida física. Nunca tive uma skin fixa — não a do tecnólogo, não a do naturalista, não a do ativista. Essa tensão nunca precisou de resolução. Precisou de espaço.
"A descoberta de um lugar exige a temporária morte do viajante."
— Mia CoutoQuando a vida me pediu estrutura de verdade — raízes, não como conceito mas como necessidade — algo mudou. Trouxe minha filha ao mundo. Me conectei com o tênis: jogos, torneios, disputas, abandonos, tudo que um esporte competitivo revela quando você para de desviar. Fui me envolvendo com projetos, com lugares, com o setor industrial — talvez romantizando além do que deveria, reconheço isso — mas sem essa abertura eu não teria chegado onde cheguei.
São Paulo Expo, maio de 2024
A Feimec foi num momento em que eu já estava dentro do segmento mas ainda definindo rotas. O que vi lá foi além de uma inspiração, foi uma super evidência do que me inspira e motiva, sobre quais setores quero contribuir, divulgar e reconhecer. Fabricantes nacionais com tecnologia competitiva, engenheiros falando do próprio trabalho com precisão e pertencimento, empresas pequenas e médias disputando espaço com gigantes internacionais num mesmo chão de 80 mil metros quadrados. Isso tem peso diferente quando você está presente fisicamente, olhando máquina funcionando, ouvindo o barulho, sentindo a escala.
Registros do dia
O olhar que desenvolvi ao longo do tempo — caminhando, jogando tênis, viajando com mochila, criando — é o mesmo que levo para uma feira de máquinas. A indústria, na sua máxima virtude, é conhecimento acumulado materializado. Gerações de pessoas entregues ao que faziam, em aço, código, precisão, movimento. Isso não é romantização — é o que está acontecendo quando você para para observar de verdade.
Acredito que podemos fazer melhor. A demanda global poderia ser pensada com mais estratégia, mais integração, mais consciência de consequência. ESG não é pauta paralela — é estrutura. E esse caminho se percorre sem julgamento sobre o que foi construído antes, porque foi construído em outros tempos, com outras informações. O que muda agora é o que fazemos com o que sabemos.
Essa é a conversa que quero ter aqui.
Destaque do Pavilhão
Stand Tractian
Na feira, passei pelo stand da Tractian. Tinha que passar. Quando comecei a me aprofundar em comunicação para a indústria, eles foram uma das primeiras referências que encontrei — materiais densos, bem distribuídos, uma identidade visual que você reconhece de longe e uma história de empresa que vale ser lida com calma. Lembro de ter pensado: isso é muito foda! Na época, eu estava criando materiais para um curso de manutenção de servomotores e fiquei basicamente inlove com os detalhes técnicos dos sensores.
E isso aconteceu. Através da Indústria Flix, trabalhei com eles por um período, alinhei ideias de conteúdo com a equipe, aprendi sobre a trajetória, sobre o impacto do que constroem.
O que a Tractian faz, em termos técnicos, é monitoramento preditivo de máquinas via sensores instalados diretamente nos equipamentos. A tecnologia se baseia na análise de Fourier — composição de sinais vibratórios em frequências individuais — o que permite identificar, onda por onda, onde exatamente o desgaste está acontecendo: falta de lubrificante no rolamento, atrito mecânico, desalinhamento, qualquer anomalia antes que ela vire parada.
Uma fábrica operando sem esse tipo de monitoramento hoje está essencialmente contando com a sorte — esperando a falha acontecer para agir, num modelo reativo que custa caro em tempo, em produção e em equipamento. E durante a produção do curso de servomotores, eu estava rodeada por técnicos com muitos anos de experiência que recebiam motores enormes, quebrando a cabeça por dias, fazendo testes de cargas perigosos — e pensando: caraca, um sensor da Tractian realmente faz muita falta!
A ABB que também sou fã foi uma atração convidativa. Fez a minha legenda: "Trabalha com gosto e terás o gosto do trabalho. ” — Benjamin Franklin. Abaixo, o gosto do trabalho:P
Próxima edição
FEIMEC 2026
A FEIMEC é a principal feira internacional de máquinas e equipamentos da América Latina, organizada pela Informa Markets em parceria com a ABIMAQ.
Ter–Sex 10h–19h · Sáb 9h–17h
Máquinas-ferramenta, automação, Indústria 4.0 e soluções para mais de 20 segmentos. Edições anteriores registraram 95% de comercialização e crescimento de 32% em área expositiva.
Se você atua no setor ou quer entender para onde a indústria está indo, é onde essa conversa acontece em escala real.
Você vai estar lá em maio?
Me conta nos comentários.
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